Carybé | Feira | Serigrafia 477/500 | 70×50 cm | C.I.D | Ano 1990

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Carybé – “Feira”
Rara gravura/serigrafia em papel, (exemplar nº: 477/500) numerada e assinada à punho pelo artista.
Medidas: 70 x 50 cm (obra) | 50 x 35cm (imagem).
Data: 1990.
Estado de conservação: Bom, pequenos pontos de acides.
Exemplar nº: 477/500.
Essa gravura foi produzida na técnica de serigrafia. O artista produziu a imagem em uma tela estêncil (matriz) e depois transferiu a imagem para um papel de forma artesanal e com tiragem limitada.

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Descrição/Detalhes

-CARYBÉ – “Feira”
-Rara gravura/serigrafia em papel, (exemplar nº: 477/500) numerada e assinada à punho pelo artista.
-Medidas: 70 x 50 cm (obra) | 50 x 35cm (imagem).
-Data: 1990.
-Estado de conservação: Bom, pequenos pontos de acides.
-Série/Tiragem: 477/500.
-Essa gravura foi produzida na técnica de serigrafia. O artista produziu a imagem em uma tela estêncil (matriz) e depois transferiu a imagem para um papel de forma artesanal e com tiragem limitada.

-BIOGRAFIA: Carybé (Lanús, Argentina 1911 – Salvador BA 1997)
Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, mosaicista, ceramista, entalhador, muralista.
Freqüenta o ateliê de cerâmica de seu irmão mais velho, Arnaldo Bernabó, no Rio de Janeiro, por volta de 1925. Entre 1941 e 1942, viaja por países da América do Sul. De volta à Argentina, traduz com Raul Brié, para o espanhol, o livro Macunaíma, de Mário de Andrade (1893 – 1945), em 1943. Nesse mesmo ano, realiza sua primeira individual na Galeria Nordiska Kompainiet, em Buenos Aires. Em 1944, vai a Salvador, e se interessa pela religiosidade e cultura locais. No Rio de Janeiro, auxilia na montagem do jornal Diário Carioca, em 1946. É chamado pelo jornalista Carlos Lacerda (1914 – 1977) para trabalhar no jornal Tribuna da Imprensa, entre 1949 e 1950. Em 1950, muda-se para Salvador para realizar painéis para o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, com recomendação feita pelo escritor Rubem Braga (1913 – 1990) ao secretário da Educação do Estado da Bahia, Anísio Teixeira (1900 – 1971). Na Bahia, participa ativamente do movimento de renovação das artes plásticas, ao lado de Mario Cravo Júnior (1923), Genaro (1926 – 1971) e Jenner Augusto (1924 – 2003). Em 1957, naturaliza-se brasileiro. Publica, em 1981, Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia, pela Editora Raízes. Ilustra livros de Gabriel García Márquez (1928), Jorge Amado (1912 – 2001) e Pierre Verger (1902 – 1996), entre outros.
Análise
Desde de 1950, quando fixa-se definitivamente em Salvador, Carybé interessa-se especialmente pela religiosidade e pelos costumes locais e também pelo cotidiano de pessoas humildes, como pescadores, vendedores ambulantes, capoeiristas, lavadeiras e prostitutas, temas constantes em sua produção. Como aponta o crítico Flávio de Aquino, o artista apresenta, em suas aquarelas, cores mais rebaixadas e esmaecidas, que se avivam nos quadros a óleo, como, por exemplo, naqueles em que representa as feiras populares do interior da Bahia.
Para o historiador da arte José Roberto Teixeira Leite, Carybé é um desenhista que possui agilidade de execução e consegue captar em seus trabalhos o essencial de uma forma ou de um movimento. O artista realiza ainda diversos painéis, a exemplo do que se encontra no Aeroporto J. F. Kennedy, de Nova York, no qual trabalha com materiais diversos, e daquele realizado para o Banco da Bahia, composto por 27 pranchas esculpidas em cedro representando os orixás do candomblé.

Fonte:
CARYBÉ. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural.