Rubem Valentim | Emblema | Gravura-40/100 | 30×22 cm | C.I.D | 1988

ESTA OBRA PARTICIPARÁ DO LEILÃO EM PROL DAS CASAS ANDRÉ LUIZ – DIAS 28/11 E 29/11.
RUBEM VALENTIM – “Emblema”
Técnica/Suporte: Rara gravura-serigrafia impressa em papel, editada em 1988 (exemplar nº 40/100), numerada, intitulada e assinada à punho pelo artista no canto inferior direito.
Medidas: 48 x 37,5 cm (quadro/moldura) | 30 x 22 cm (obra) | 27,5 x 20 cm (imagem).
Série/Tiragem nº: 40/100.
Data: 1988.
Estado de conservação: Ótimo.
Moldura: Obra está emoldurada e com vidro.
Descrição/Detalhes: A gravura foi produzida na técnica de serigrafia. O artista produziu a imagem em uma tela estêncil (matriz) e depois transferiu a imagem para um papel de forma artesanal e com tiragem limitada.
FRETE GRÁTIS – BRASIL*

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Descrição/Detalhes

ESTA OBRA PARTICIPARÁ DO LEILÃO EM PROL DAS CASAS ANDRÉ LUIZ – DIAS 28/11 E 29/11.
RUBEM VALENTIM – “Emblema”
-Técnica/Suporte: Rara gravura-serigrafia impressa em papel, editada em 1988 (exemplar nº 40/100), numerada, intitulada e assinada à punho pelo artista no canto inferior direito.
-Medidas: 48 x 37,5 cm (quadro/moldura) | 30 x 22 cm (obra) | 27,5 x 20 cm (imagem).
-Série/Tiragem nº: 40/100.
-Data: 1988.
-Estado de conservação: Ótimo.
-Moldura: Obra está emoldurada e com vidro.
-Descrição/Detalhes: A gravura foi produzida na técnica de serigrafia. O artista produziu a imagem em uma tela estêncil (matriz) e depois transferiu a imagem para um papel de forma artesanal e com tiragem limitada.
FRETE GRÁTIS – BRASIL*

-BIOGRAFIA: Rubem Valentim (Salvador BA 1922 – São Paulo SP 1991).
Escultor, pintor, gravador, professor.

Inicia-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participa do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior (1923), Carlos Bastos (1925) e outros artistas. Em 1953 forma-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publica artigos sobre arte. Reside no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se torna professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte, no Instituto de Belas Artes. Reside em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna – SNAM. Em 1966 participa do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, reside em Brasília e leciona pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília – UnB. Em 1972, faz um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. O crítico de arte Frederico Morais elabora em 1974 o audiovisual A Arte de Rubem Valentim. Em 1979, Valentim realiza escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e é designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para os quais recria símbolos afro-brasileiros para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte da Moderna da Bahia – MAM/BA inaugura a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas.
-Comentário Crítico
Rubem Valentim, inicia seu trabalho de pintor na década de 1940, como autodidata. Desde o início de sua produção, nota-se um forte interesse pelas tradições populares do Nordeste, como, por exemplo, pela cerâmica do Recôncavo Baiano.
A partir da década de 1950, o artista tem como referência o universo religioso, principalmente aquele relacionado ao candomblé ou à umbanda, com suas ferramentas de culto, estruturas dos altares e símbolos dos deuses. Esses signos ou emblemas são originalmente geométricos. Em sua obra, eles são reorganizados por uma geometria ainda mais rigorosa, formada por linhas horizontais e verticais, triângulos, círculos e quadrados, como aponta o historiador da arte Giulio Carlo Argan. Dessa forma, o artista compõe um repertório pessoal que, aliado ao uso criativo da cor, abre-se a várias possibilidades formais.
Além da pintura, no final da década de 1960 passa a realizar murais, relevos e esculturas monumentais em madeira, mantendo-se sempre constante em sua poética. Em 1977, na 16ª Bienal Internacional de São Paulo, apresenta o Templo de Oxalá, com relevos e objetos emblemáticos brancos. Pela referência ao universo simbólico, alguns estudiosos aproximam seus trabalhos aos de outros abstratos latino-americanos, como o uruguaio Joaquín Torres-García (1874 – 1949).

Fonte: RUBEM Valentim. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2019.