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Babinski, Maciej Antoni | Sem Título | Técnica Mista S/ Papel | 23×40 cm | 1965 | C.I.D

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BABINSKI, MACIEJ ANTONI – “Sem Título”:
Técnica/Suporte: T.M.S.P. – técnica mista sobre papel.
Medidas: 23 x 40 cm (obra).
Assinatura: C.I.D. – canto inferior direito.
Data: 1965, datado 65 no canto inferior direito.
Moldura: Com moldura de madeira cor dourada de época.
Estado de conservação: Ótimo. Obs: Pequenos pontos de acidez, e no paspatur.
Descrição/Detalhes: Raríssima obra da artista, representando cena de uma cidade em caos, com assinatura e datado no canto inferior direito.
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BABINSKI, MACIEJ ANTONI – “Sem Título”:
-Técnica/Suporte: T.M.S.P. – técnica mista sobre papel.
-Medidas: 23 x 40 cm (obra).
-Assinatura: C.I.D. – canto inferior direito.
-Data: 1965, datado 65 no canto inferior direito.
-Moldura: Com moldura de madeira cor dourada de época.
-Estado de conservação: Ótimo. Obs: Pequenos pontos de acidez, e no paspatur.
-Descrição/Detalhes: Raríssima obra da artista, representando cena de uma cidade em caos, com assinatura e datado no canto inferior direito.
FRETE GRÁTIS – BRASIL*
-ID | REF: GP-P21099

-BIOGRAFIA: Maciej Antoni Babinski (Varsóvia, Polônia 1931).
Gravador, ilustrador, pintor, desenhista, professor.

Em 1940, migra com a família para a Inglaterra, por causa da Segunda Guerra Mundial, 1939-1945. Inicia sua formação artística, tendo aulas de aquarela com o padre Raphael Williams O.S.B., que o introduz na técnica da pintura ao ar livre. Em 1949, fixa-se com a família em Montreal, Canadá, onde estuda pintura com John Goodwin Lyman, na McGill University. Além disso, tem aulas de gravura com Eldon Grier e faz cursos de desenho e pintura com Goodrich Roberts, na Art Association of Montreal. No ateliê de Roberts, pinta paisagens, interiores e naturezas-mortas. Paralelamente aproxima-se do grupo de vanguarda Les Automatistes [Os Automatistas], reunido em torno de Paul-Émile Borduas, e expõe com eles, em 1952, no Musée des Beaux-Arts de Montréal [Museu de Belas Artes de Montreal]. Ainda na fase canadense, realiza sua primeira individual, em 1953. Nesse mesmo ano, muda-se para o Brasil, e permanece no Rio de Janeiro até 1965. No período carioca entra em contato com Oswaldo Goeldi, Augusto Rodrigues e Darel, e participa de diversos salões e mostras coletivas. Realiza, em 1961, 24 águas-fortes para o livro Cadernos de João, de Aníbal Machado, editado pelos Cem Bibliófilos do Brasil. A galeria Selearte, em São Paulo, e a Petite Galerie, no Rio de Janeiro, abrigam suas primeiras individuais no Brasil, em 1962 e 1964, respectivamente. Em 1965 é convidado a lecionar no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília – ICA/UnB, da qual se afasta um ano depois em virtude de perseguições políticas. Após viver oito anos em São Paulo, de 1966 a 1974, muda-se para Minas Gerais, primeiro para Araguari e depois para Uberlândia, e vai lecionar na Universidade Federal de Uberlândia – UFU, onde fica de 1979 até 1987. Com a anistia política é reintegrado à UnB em 1988, lá permanece até se aposentar, em 1991, quando passa a residir em Várzea Alegre, interior do Ceará. Em 2004, é realizada a retrospectiva Babinski: 50 Anos de Brasil, no Conjunto Cultural da Caixa, em Brasília.

Análise
A experiência de viagem define os contornos da produção de Babinski, e a combinação de tradições e modelos aprendidos ao longo dos sucessivos deslocamentos que realiza confere feições particulares a sua obra. Os períodos inglês e canadense se caracterizam pela iniciação em diferentes técnicas (aquarela, pintura e gravura) e pelo contato com a arte figurativa e com as pinturas “automáticas” do grupo abstrato reunido em torno de Paul-Émile Borduas. O Brasil da década de 1950, por sua vez, possibilita o encontro com as novas figurações na pintura e com a produção gráfica de Darel, Augusto Rodrigues e Oswaldo Goeldi. A inspiração retirada do universo de Goeldi é perceptível no Álbum de Gravuras de Babinski, publicado em 1967, repleto de elementos oníricos, figuras deformadas, por vezes, grotescas. Aí também é possível notar marcas da obra de Alfred Kubin, referência para o próprio Goeldi. Se nas gravuras as incisões precisas e a profusão de traços colocam-se a serviço de composições fantásticas e alegóricas – e de temáticas de conteúdo social, Êxodo, 1967, por exemplo -, nas paisagens (aquarelas e pinturas) observa-se o gesto solto a definir planos superpostos, construídos com base em ampla gama cromática. A liberdade evidente da mão combina-se ao cuidado, quase geométrico, com a composição: “Eu creio que a minha paisagem toda é re-estruturada sempre em relação à horizontal e à vertical”, diz ele.
As diversas viagens realizadas pelo Brasil, por sua vez, incidem sobre o repertório do artista. Assim, as paisagens luminosas de Araguari e as panorâmicas do Triângulo Mineiro assumem o primeiro plano nos trabalhos das décadas de 1970 e 1980. As figuras humanas, jamais abandonadas, reaparecem com mais força nos anos subsequentes, em telas marcadas pela explosão de cores vivas, sempre contrastadas como Iluminados ao Vento, 2000. A localização de alguns eixos no interior da ampla produção de Babinski não deve conduzir ao estabelecimento ilusório de “fases” ou “estilos” claramente demarcados. Ao contrário, a cada novo pouso o viajante se beneficia do que vê e aprende, mas sem deixar de lado o que carrega na bagagem. As figuras deformadas (O Filho, 2003), o acento social (Chacina, 1993) e o paisagismo de tom lírico (Paisagem Crepuscular – Sítio Exu, 2003) se fazem presentes em todas as viagens.

Fonte: MACIEJ Antoni Babinski. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural.

Tags: Maciej Antoni Babinski, técnica mista, desenho, abstrato, sem título, cidade, galeria paulista, obra de arte online

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