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Eliseu Visconti | Nu e Rosto | Sanguínea | 42,5×25,5 cm | C.I.E | 1895

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ELISEU VISCONTI – “Nu e Rosto”
Técnica/Suporte: Sanguínea.
Medidas: 42,5 x 25,5 cm (obra)
Assinatura: C.I.E. – canto inferior esquerdo.
Data: c.1895.
Moldura: Muito bem emoldurado com madeira nobre.
Estado de conservação: Ótimo.
Certificado: Obra possui certificado de autenticidade (no. 0350) e está catalogada no Projeto Eliseu Visconti (sob no. D303).
Descrição/Detalhes: Maravilhosa obra em “sanguínea”, uma verdadeira obra prima do artista, está assinada no canto inferior esquerdo.
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ELISEU VISCONTI – “Nu e Rosto”
-Técnica/Suporte: Sanguínea.
-Medidas: 42,5 x 25,5 cm (obra)
-Certificado: Obra possui certificado de autenticidade (no. 0350) e está catalogada no Projeto Eliseu Visconti (sob no. D303).
-Assinatura: C.I.E. – canto inferior esquerdo.
-Data: c.1895.
-Moldura: Muito bem emoldurado com madeira nobre.
-Estado de conservação: Ótimo.
-Descrição/Detalhes: Maravilhosa obra em “sanguínea”, uma verdadeira obra prima do artista, está assinada no canto inferior esquerdo.
-FRETE GRÁTIS – BRASIL*
-REF: GP-P21009

-BIOGRAFIA: Eliseu D’Angelo Visconti (Salerno, Itália 1866 – Rio de Janeiro RJ 1944).
-Pintor, desenhista, professor.

-Vem com a família para o Rio de Janeiro, entre 1873 e 1875, e, em 1883, passa a estudar no Liceu de Artes e Ofícios, com Victor Meirelles (1832 – 1903) e Estêvão Silva (ca.1844 – 1891). No ano seguinte, sem deixar o Liceu, ingressa na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, tendo como professores Zeferino da Costa (1840 – 1915), Rodolfo Amoedo (1857 – 1941), Henrique Bernardelli (1858 – 1936), Victor Meirelles e José Maria de Medeiros (1849 – 1925). Em 1888, abandona a Aiba para integrar o Ateliê Livre, que tem por objetivo atualizar o ensino tradicional. Com as mudanças ocorridas com a Proclamação da República, a Aiba transforma-se na Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Visconti volta a freqüentá-la e recebe, em 1892, o prêmio de viagem ao exterior. Vai à Paris e ingressa na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]; cursa arte decorativa na École Guérin, com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 – 1917), um dos introdutores do art nouveau na França. Viaja à Madri, onde realiza cópias de Diego Velázquez (1599 – 1660), no Museo del Prado [Museu do Prado], e à Itália, onde estuda a pintura florentina. Em 1900, regressa ao Brasil e, no ano seguinte, expõe pela primeira vez na Enba. Executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence o concurso para selos postais e cartas-bilhetes, em 1904. Em 1905 é convidado pelo prefeito da cidade, engenheiro Pereira Passos, para realizar painéis para a decoração do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Entre 1908 e 1913, é professor de pintura na Enba, cargo a que renuncia por descontentamento com as normas do ensino. Retorna à Europa para realizar também, entre 1913 e 1916, a decoração do foyer do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e só se fixa definitivamente no Brasil em 1920. Segundo alguns estudiosos, é considerado um praticante do art nouveau e do desenho industrial e gráfico no Brasil, com obras em cerâmica, tecidos e luminárias.
-Comentário Crítico:
-Eliseu Visconti, freqüenta, em 1883, o Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro; estuda depois na Academia Imperial de Belas Artes – Aiba, onde tem como professores Victor Meirelles (1832 – 1903), José Maria de Medeiros (1849 – 1925), Henrique Bernardelli (1858 – 1936) e Rodolfo Amoedo (1857 – 1941). Em 1888, estuda no Ateliê Livre, criado por Henrique Bernardelli, Rodolfo Amoedo e Rodolfo Bernardelli (1852 – 1931), em protesto ao ensino tradicional da Aiba e estruturado nos moldes da Académie Julian, de Paris.
-Com a República, modifica-se a direção da Aiba, que passa a se chamar Escola Nacional de Belas Artes – Enba. Eliseu Visconti volta a freqüentar a instituição e com o restabelecimento do prêmio de viagem ao exterior, é o primeiro aluno a recebê-lo, em 1892. Aperfeiçoa-se em Paris na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts [Escola Nacional e Especial de Belas Artes]. Estuda também arte decorativa na École Guérin, com Eugène Samuel Grasset (ca.1841 – 1917), de onde provém seu interesse pelo movimento art nouveau. O contato com as obras de mestres italianos do Renascimento, especialmente Sandro Botticelli (ca.1444 – 1510) e com o simbolismo, se traduz em sua pintura principalmente pela linearidade das figuras, como em Giuventú (1898) e A Dança das Oréades (1899), premiadas na Exposição Internacional de Paris, em 1900, ano em que regressa ao Brasil.
-Vivendo um momento de modernização da arte no Brasil, sua obra abre-se às principais tendências internacionais do fim do século XIX e início do século XX. Busca estreitar as relações entre arte e indústria e realiza no Rio de Janeiro, em 1901, uma exposição individual que inclui seus projetos para objetos em ferro, cerâmica, marchetaria, vitrais, estamparia de tecidos e papel de parede. A partir de 1903 alterna períodos na França e no Brasil. Em 1904 executa o ex-libris para a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, e vence um concurso para selos postais e cartas-bilhetes. Em 1905, realiza o retrato da escultora Nicolina Vaz de Assis (1874 – 1941), um de seus trabalhos mais representativos no gênero, no qual procura ressaltar a elegância e a dignidade da figura. No mesmo ano, é convidado pelo prefeito do Rio de Janeiro, engenheiro Pereira Passos, para executar a decoração (pano de boca, painel decorativo circular do plafond e friso sobre o proscênio) do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Revela grande influência do impressionismo e passa a utilizar cores mais claras e luminosas. O pano de boca do teatro é uma de suas obras mais alegóricas, de caráter levemente simbolista. Relativo ao progresso das artes e da civilização, ele apresenta uma reunião de homens célebres: artistas, músicos e poetas de várias épocas, estrangeiros e brasileiros, em cortejo que tem como figura principal o compositor Carlos Gomes (1836 – 1896). Além desses personagens, há figuras femininas que dançam envoltas em panejamentos esvoaçantes, em fundo de azuis e rosas, realizado com pinceladas leves.
-Eliseu Visconti realiza muitos auto-retratos. Mais sóbrios no começo do século, são trabalhados com cores claras e vibrantes e pinceladas largas, no decorrer das décadas de 1930 e 1940. Em vários deles, representa-se como pintor, segurando a paleta ou os pincéis, como em Ilusões Perdidas (1933). Artista eclético, dedica-se com liberdade à sua produção artística, na qual dialoga com tendências contemporâneas como o art nouveau, o simbolismo, o pontilhismo e o impressionismo, buscando a atualização da arte no país.

-Fonte: ELISEU Visconti. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9281/eliseu-visconti>
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