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Mário Silésio | Estudo Salão II BH | Óleo Sobre Placa | 71×32 cm | Ano 1959 | Assinada

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MÁRIO SILÉSIO – “Estudo Salão II B.H.” (obra disponível para aquisição):
Técnica/Suporte: O.S.P. – óleo sobre placa.
Medidas: 71 x 32 cm (obra).
Assinatura: C.I.D. e A.N.V – canto inferior direito, e no verso do obra.
Data: Ano 1959.
Moldura: Com moldura antiga madeira época, e passe-partout branco, necessita de limpeza ou troca da moldura.
Estado de conservação: Ótimo.
Descrição/Detalhes: Raríssima obra da artista, representando Estudo Salão II B.H., está assinado e datado 59 no canto inferior direito bem como nomeado e assinado no verso da obra.
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MÁRIO SILÉSIO – “Estudo Salão II B.H.” (obra disponível para aquisição):
-Técnica/Suporte: O.S.P. – óleo sobre placa.
-Medidas: 71 x 32 cm (obra).
-Assinatura: C.I.D. e A.N.V – canto inferior direito, e no verso do obra.
-Data: Ano 1959.
-Moldura: Com moldura antiga madeira época, e passe-partout branco, necessita de limpeza ou troca da moldura.
-Estado de conservação: Ótimo.
-Descrição/Detalhes: Raríssima obra da artista, representando Estudo Salão II B.H., está assinado e datado 59 no canto inferior direito bem como nomeado e assinado no verso da obra.
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-ID | REF: GP-P21084

-BIOGRAFIA: Mário Silésio (Pará de Minas MG 1913 – Belo Horizonte MG 1990)
Pintor, desenhista, muralista e vitralista.

Mário Silésio de Araújo Milton cursou direito na Universidade de Minas Gerais – UMG (atual Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG), em Belo Horizonte, entre 1930 e 1935. Estuda desenho e pintura na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte (Escola Guignard), sob a orientação de Alberto da Veiga Guignard (1896 – 1962), entre 1943 e 1949. Em 1953 viaja para Paris, como bolsista do governo francês, e ingressa no curso de André Lhote. De volta ao Brasil, entre 1957 e 1960 executa diversos painéis em edifícios públicos e privados de Belo Horizonte, como Banco Mineiro de Produção, Condomínio Retiro das Pedras, Inspetoria de Trânsito, Teatro Marília, Escola de Direito da UFMG e Departamento Estadual de Trânsito – Detran. É também de Silésio o mural feito para o Clube dos Engenheiros, em Araruama, Rio de Janeiro. Executa os vitrais da Igreja dos Ferros em 1964.

Comentário Crítico
Durante os anos 1940, Mário Silésio estuda desenho e pintura com Guignard (1896- 1962), na então Escola de Belas Artes, hoje Escola Guignard, em Belo Horizonte. É através dele que Silésio descobre as obras de Paul Cézanne (1839-1906) e Henri Matisse (1869-1954). Porém, a descoberta mais importante desse período, também proporcionada pela Escola, seria o cubismo, que dá ao artista o impulso para sua trajetória rumo à abstração de caráter geométrico. A figuração que Silésio pratica até então se fragmenta gradualmente, buscando a síntese cubista. Sua obra alcança, no início dos anos 1950, a pura abstração geométrica, como na tela Construção nº 5, 1957. Também a partir dos anos 1950, sua pintura encontra expansão nos grandes painéis que realiza para edifícios públicos em Belo Horizonte, integrando-se à paisagem.

O crítico Marcio Sampaio observa que para Mário Silésio – como mais tarde, em outro nível, para os neoconcretistas brasileiros – a forma não deve nunca nascer de uma simples operação matemática, desprovida de espírito e de emoção. É nesse sentido que o trabalho de Silésio, em certo momento, revela um gosto pelas formas circulares impregnadas de luz e de sensibilidade lírica.

Nos anos 1970, o artista retoma em parte a figuração, pintando naturezas-mortas ou paisagens, porém num registro geométrico, como em Paisagem, 1986. Para Sampaio, grande parte da obra de Silésio se acha marcada pela forte presença de uma estrutura arquitetural “amarrando” a composição.

Críticas

“As obras recentes, marcando o momento de maturidade plena – artística e existencial – do artista, realizam-se em equilíbrio e densidade, uma certa gravidade que não descarta, contudo, do prazer lúdico, nem das inquietudes. Sua organização, sua consistência poética alimentada pelo completo domínio técnico e uma mais depurada sensibilidade cromática repõem um vigor e uma juventude, uma surpreendente vitalidade. Essas obras, diferentemente das pinturas afins de períodos anteriores, encaminham-se para um novo plano em que os elementos temáticos (casario, vasos, garrafas, copos…) reduzidos e fragmentados por uma luz incisiva, estabelecem um novo espaço – metafísico – de inquietante poesia. Ao considerar e eleger como tema essas coisas comuns do cotidiano, soube Mário Silésio delas extrair um sentido maior: reduzindo-as à essencialidade, desvelou a face sagrada de sua própria existência. Nesse processo – sob a poética construtiva – o artista cria uma tensão de forças tendendo à verticalidade ascendente, ao passo em que, recompondo os objetos na sua extrema síntese, faz nascer deles – das rearticulações de seus fragmentos/cor sobre ricas ordenações de planos, recompondo o mundo em signo. E seu definitivo equilíbrio”.
Márcio Sampaio
MÁRIO Silésio. Belo Horizonte: Palácio das Artes, 1987.

Fonte: MÁRIO Silésio. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural.

Tags: mário silésio, óleo sobre madeira, placa, estudo, salão bh, desenho, galeria paulista, obra de arte online

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