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Maurício Nogueira Lima | Geométrico | Acrílica Sobre Tela | 78×48 cm | Ano 1967 | A.N.V

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MAURÍCIO NOGUEIRA LIMA – “Geométrico”:
Técnica/Suporte: A.S.T.S.P – acrílica sobre tela, sobre placa.
Medidas: 78 x 48 cm (obra).
-Assinatura: A.N.V – assinado no verso da obra.
Data: Ano 1967.
Moldura: Com moldura de alumínio de época.
Estado de conservação: Ótimo.
Descrição/Detalhes: Raríssima obra da artista, com o tema geométrico, no verso está assinado, datado 1967 e apresenta cachêt/etiqueta da Galeria Saramenha. Ex coleção Mônica do Monte França .
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MAURÍCIO NOGUEIRA LIMA – “Geométrico”:
-Técnica/Suporte: A.S.T.S.P – acrílica sobre tela, sobre placa.
-Medidas: 78 x 48 cm (obra).
-Assinatura: A.N.V – assinado no verso da obra.
-Data: Ano 1967.
-Moldura: Com moldura de alumínio de época.
-Estado de conservação: Ótimo.
-Descrição/Detalhes: Raríssima obra da artista, com o tema geométrico, no verso está assinado, datado 1967 e apresenta cachêt/etiqueta da Galeria Saramenha. Ex coleção Mônica do Monte França .
FRETE GRÁTIS – BRASIL*
-ID | REF: GP-P21089

-BIOGRAFIA: Maurício Nogueira Lima (Recife PE 1930 – Campinas SP 1999)
Pintor, arquiteto, desenhista, artista gráfico, professor.

Aos dois anos de idade, muda-se com a família para São Paulo. Entre 1947 e 1950, estuda artes plásticas no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, em Porto Alegre. De volta a São Paulo, em 1951, freqüenta cursos de comunicação visual, desenho industrial e propaganda no Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – Masp, onde conhece Alexandre Wollner (1928), Antônio Maluf (1926 – 2005) e Leopoldo Haar (1910 – 1954). A convite de Waldemar Cordeiro (1925 – 1973) integra, em 1953, o Grupo Ruptura e participa de diversas mostras de arte concreta nos anos que se seguem. Estuda arquitetura na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, entre 1953 e 1957. Em 1958, é responsável pela criação da logomarca e programação visual da 1ª Feira Internacional da Indústria Têxtil – Fenit, em São Paulo e, em 1960, realiza as primeiras grandes instalações ambientais para indústrias automobilísticas no Salão do Automóvel. A partir de 1974, leciona, entre outras escolas, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP, onde conclui mestrado e doutorado na área de estruturas ambientais urbanas. Nas décadas de 1980 e 1990, realiza diversos trabalhos em espaços públicos, como a praça Roosevelt, largo São Bento, estações de metrô e no elevado Costa e Silva, todos em São Paulo.

Comentário Crítico
Mauricio Nogueira Lima estuda, entre 1947 e 1949, no Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Freqüenta o curso de comunicação visual e propaganda no Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo, entre 1951 e 1956. Nesse período desenvolve trabalhos no campo da comunicação visual, ao lado de Alexandre Wollner (1928) e Antônio Maluf (1926 – 2005).

Na tela Composição 1, 1952, cria ritmos horizontais e verticais, apresentando incidências vermelhas e negras que se contrapõem à superfície branca do suporte. Gradualmente adere à pintura concreta, passando a integrar o Grupo Ruptura em 1955. Além do interesse pela disciplina construtiva, o artista dedica-se a uma crescente experimentação cromática, como na tela Sem Título, 1962, na qual apresenta, distribuídos sobre um fundo vermelho, pequenos quadrados em ocre, azul e verde. O uso das cores complementares faz com que a pintura apresente um grande efeito de vibração cromática. Já Objeto Rítmico n. 2, da década de 1970 é uma composição com formas geométricas regulares, que se alternam em amarelos e pretos. O conjunto, pela simetria e repetição de um padrão gráfico, oferece ao espectador a ilusão óptica de um movimento em espiral.

Em pinturas mais recentes, o artista explora ainda a oposição entre pequenas áreas de luz e de cor e amplas extensões cromáticas. Como aponta o artista plástico Claudio Tozzi (1944), as obras de Maurício Nogueira Lima são projetadas a partir de uma geometria sensível e executadas em gestos leves, revelando um trabalho intimista e reflexivo.

Críticas

“O desenvolvimento do trabalho de Maurício Nogueira Lima, ao longo das duas últimas décadas, pode ser situado em paralelo com o de Waldemar Cordeiro, distanciando-se apenas nas suas conseqüências mais recentes. De fato, ambos estiveram entre os primeiros de nossos artistas a absorver, após a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, a nova linguagem da arte concreta (…). Ambos incorporariam também, numa contradição de rumo que era apenas aparente, a retomada da figuração nos primeiros anos da década seguinte, segundo influência oriunda da pop art norte-americana; para Nogueira Lima, a atividade profissional no campo da publicidade forneceu base e atração suficiente no sentido desse novo encaminhamento, onde o rigor permanece, sob outro aspecto: ´A figura para mim não tem o mesmo sentido que tem para um artista expressionista. O desenho de um rosto ou outra coisa qualquer equivale a um design. (…) A comunicação é a única coisa que importa, comunicação industrial, moderna (…)´, dizia ele em 1967. No entanto, após essa fase de quase-apropriação do folclore urbano (…) Maurício Nogueira Lima retomou seu antigo interesse pela abstração despojadamente geométrica, de acordo com a linguagem atual da op art e dos efeitos cinéticos virtuais”.
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Arte/Brasil/hoje: 50 anos depois. São Paulo: Collectio, 1973.

“(…) ele se voltou, nessa época (1964 a 1970), para uma figuração cujo parentesco mais próximo seria com a pop art: altos contrastes, retículas, aproveitamento de imagens relacionadas (ou extraídas) à sociedade de consumo. Mas é bom que se saiba que as motivações foram distintas. No caso de Maurício, não houve influência da pop art (que ele nem mesmo conhecia), e sim de uma antiga experiência profissional com artes gráficas. Mais ainda, sua fase figurativa teve um caráter nitidamente participante, desenvolvendo-se sempre numa linha de crítica de idéias e tomada de posições (…)”.
Olívio Tavares de Araújo
Araújo, Olívio Tavares de. Pinturas. São Paulo: Galeria de Arte Global, 1977.

“O preparo em várias áreas (artes plásticas, comunicação visual e arquitetura) conduziu Maurício Nogueira Lima (…) a uma aplicação profissional multímoda, incluindo-se a docência entre as suas atividades. Artista de princípios racionais dos mais dogmáticos, manteve algumas constantes instaurativas, sobretudo na animação ótica dos espaços, na seriação das construções e ainda na busca específica de retículas coloridas. Seus primeiros trabalhos, neste último aspecto, eram em preto-e-branco e vermelho-e-preto, e datam de 1955, quando usa a cor somente no sentido estrutural, para separar formas. As obras reticuladas prolongaram-se até 1963 e são uma de suas características mais fortes. Entre 1964 e 1970 interrompeu bruscamente essa produção concreta ´por falta de equilíbrio emocional diante dos eventos sociopolíticos no país´ e no espírito das Novas Figurações passou a uma iconografia baseada na fotografia em alto-contraste com repertório extraído dos meios de comunicação de massa. Depois do intervalo, o retorno à arte geométrica fez-se certamente com maior liberdade na estruturação da forma e na sensibilização luminística da cor, insinuando-se nas composições alguns elementos de natureza figurativa”.
Walter Zanini
ZANINI, Walter, org. História geral da arte no Brasil. Apresentação de Walther Moreira Salles. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles, Fundação Djalma Guimarães, 1983.

Fonte: Maurício Nogueira Lima. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural.

Tags: maurício nogueira lima, acrílica sobre tela, placa, geométrico, verde, desenho, galeria paulista, obra de arte online

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