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Milton Dacosta | Vênus e Pássaro | Gravura Metal-30/100 | 26×36 cm | C.I.D | Ano 1964

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MILTON DACOSTA – “Vênus e Pássaro”
Técnica/Suporte: Rara gravura, técnica-gravura em metal sobre papel (exemplar nº 3/100), numerada e assinada à punho pelo artista no canto inferior direito.
Medidas: 28 x 38 cm (quadro/moldura) | 26 x 36 cm (obra) | 13 x 16,5 cm (imagem).
Data: 1964.
Série/Tiragem nº: 30/100.
Moldura: A obra está emoldurada, com paspatur e com vidro.
Estado de conservação: Ótimo.
Descrição/Detalhes: A gravura foi produzida na técnica de gravura em metal. O artista produziu a imagem em uma chapa de metal (matriz) e depois transferiu a imagem para um papel de forma artesanal com tiragem limitada.
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MILTON DACOSTA – “Vênus e Pássaro”
-Técnica/Suporte: Rara gravura, técnica-gravura em metal sobre papel (exemplar nº 3/100), numerada e assinada à punho pelo artista no canto inferior direito.
-Medidas: 28 x 38 cm (quadro/moldura) | 26 x 36 cm (obra) | 13 x 16,5 cm (imagem).
-Data: 1964.
-Série/Tiragem nº: 30/100.
-Moldura: A obra está emoldurada, com paspatur e com vidro.
-Estado de conservação: Ótimo.
-Descrição/Detalhes: A gravura foi produzida na técnica de gravura em metal. O artista produziu a imagem em uma chapa de metal (matriz) e depois transferiu a imagem para um papel de forma artesanal com tiragem limitada.
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REF: GP-G31018

-BIOGRAFIA: Milton Rodrigues da Costa “Milton Dacosta” (BR, RJ, Niterói, 1915 – BR, RJ, Rio de Janeiro, 1988)
Pintor, desenhista, gravador, ilustrador.
Inicia estudos de desenho e pintura em 1929 com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matricula-se no curso livre de Marques Júnior (1887 – 1960), na Escola Nacional de Belas Artes – Enba, que é fechada pela Revolução de 1930. Milton Dacosta, com Edson Motta(1910 – 1981), Bustamante Sá (1907 – 1988) e Ado Malagoli (1906 – 1994), entre outros, cria o Núcleo Bernardelli em 1931. Sua primeira exposição individual ocorre em 1936, no Rio de Janeiro. Nesse ano recebe menção honrosa no Salão Nacional de Belas Artes. Viaja para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estuda na Arts Students League of New York. Em 1946, vai para Lisboa, e conhece Almada Negreiros (1893 – 1970) e Antonio Pedro (1909 – 1966). Após visita a vários países da Europa, fixa-se em Paris, onde estuda na Académie de La Grande Chaumière. Conhece Pablo Picasso(1881 – 1973), por intermédio de Cicero Dias (1907 – 2003), e freqüenta os ateliês de Georges Braque (1882 – 1963) e Georges Rouault (1871 – 1958). Expõe no Salon dAutomne e regressa ao Brasil em 1947. Em 1949, casa-se com a pintora Maria Leontina (1917-1984) e passa a residir em São Paulo. Na década de 1950, desenvolve uma obra de cunho construtivista, característica que muda na década seguinte retorna ao figurativo com a série de gravuras coloridas em metal com o tema Vênus.
-A arte ao alcance de todos:
Era uma acanhada sala, no primeiro andar de um velho sobrado da rua São José, no Rio de Janeiro, em cujo térreo funcionava a loja da Casa Cavalier.
No canto esquerdo, um modelo vivo. Pela sala, espalhavam-se, como podiam, jovens alunos de pintura, dois ou três com cavaletes, os restantes com prancha de desenho, cada um buscando um melhor ângulo para reproduzir o corpo nu, diante de si.
Nada de professores. Era o Núcleo Bernardelli que se reunia, todas as noites no mesmo local, contestando o ensino tradicional, especialmente a Escola Nacional de Belas Artes, perdida nas sombras do passado, a ensinar, em plena década de 30, a pintura romântica e neoclássica, minando qualquer iniciativa pela modernização da arte.
Aqui, a pintura era livre, ninguém obedecia a métodos ou técnicas prefixados. Cada um pintava como queria, dava largas à imaginação, numa luta sem tréguas entre tintas e pincéis, que tentavam conciliar-se, sem resultados patentes.
Entre os experimentadores da arte livre, estavam o marinheiro José Pancetti (1902-1958), Ado Malagoli (1906-1994) Milton Dacosta (1915-1988) e, é claro, o fundador do núcleo, Edson Mota (1910-1981).
-O veredicto do mestre:
Trabalho pronto, perfeito e acabado, foi convidado um expert para dar suas impressões sobre a evolução daqueles jovens aspirantes. O mestre era Manuel Santiago (1897-1987), na plenitude de seus 37 anos, mas já com uma respeitável bagagem, tendo participado de várias exposições no Brasil e na França, onde esteve, aproveitando um prêmio de viagem conquistado em 1927 no salão da Escola Nacional de Belas Artes. Uma autoridade e tanto para avaliar as possibilidades daqueles ansiosos jovens.
Santiago caminhou, atônico, pelos quadros que lhe foram expostos, quase não acreditando no que via, examinando e reavaliando cada um, para se certificar de que não era um sonho, mas sim a realidade do trabalho executado por cada um dos participantes do Grupo.
O que eles fazem é uma goiabada da mais ordinária, pensando serem independentes e terem personalidade – escreve ele, mais tarde, à sua mulher, a pintora Haydea Santiago (1896-1980). É uma crítica pesada, mas corrige-se, em seguida, aclarando o pensamento:
Fiquei querendo bem a esta turma de barbouilleurs (lambuzões) e penso que vou dedicar-me inteiramente a eles, pois mostram ter força de vontade e precisam de um bom amigo, mais velho, para fazer deles ótimos pintores.

Fonte: MILTON Dacosta. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural.
tags: galeria de arte, galeria paulista, milton dacosta, quadro, gravura, serigrafia, figuras, obra de arte