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Rubem Valentim | Emblema | Serigrafia-30/70 | 37×26 cm | Ano 1988 | C.I.D

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RUBEM VALENTIM – “Emblema”
Técnica/Suporte: Gravura-Serigrafia sobre papel, está localizada São Paulo e numerada à lápis no canto inferior esquerdo e assinada à punho pelo Artista no canto inferior direito.
Medidas: 37 x 26 cm (obra).
Série/tiragem: 30/70.
Data: 1988.
Assinatura: C.I.D. – canto inferior direito, à punho pela artista.
Moldura: Obra está emoldurada e com vidro de proteção.
Estado de conservação: Ótimo.
Descrição/Detalhes: A gravura foi produzida na técnica de serigrafia. A artista utilizou pedra gravada e impressa e depois transferiu a imagem para um papel de forma artesanal e com tiragem limitada.
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RUBEM VALENTIM – “Emblema”
-Técnica/Suporte: Gravura-Serigrafia sobre papel, está localizada São Paulo e numerada à lápis no canto inferior esquerdo e assinada à punho pelo Artista no canto inferior direito.
-Medidas: 37 x 26 cm (obra).
-Série/tiragem: 30/70.
-Data: 1988.
-Assinatura: C.I.D. – canto inferior direito, à punho pela artista.
-Moldura: Obra está emoldurada e com vidro de proteção.
Estado de conservação: Ótimo.
-Descrição/Detalhes: A gravura foi produzida na técnica de serigrafia. A artista utilizou pedra gravada e impressa e depois transferiu a imagem para um papel de forma artesanal e com tiragem limitada.
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-ID | REF: GP-G31068

-BIOGRAFIA: Rubem Valentim (Salvador BA 1922 – São Paulo SP 1991)
Escultor, pintor, gravador, professor.

Inicia-se nas artes visuais na década de 1940, como pintor autodidata. Entre 1946 e 1947 participa do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia, com Mario Cravo Júnior (1923), Carlos Bastos (1925) e outros artistas. Em 1953 forma-se em jornalismo pela Universidade da Bahia e publica artigos sobre arte. Reside no Rio de Janeiro entre 1957 e 1963, onde se torna professor assistente de Carlos Cavalcanti no curso de história da arte, no Instituto de Belas Artes. Reside em Roma entre 1963 e 1966, com o prêmio viagem ao exterior, obtido no Salão Nacional de Arte Moderna – SNAM. Em 1966 participa do Festival Mundial de Artes Negras em Dacar, Senegal. Ao retornar ao Brasil, reside em Brasília e leciona pintura no Ateliê Livre do Instituto de Artes da Universidade de Brasília – UnB. Em 1972, faz um mural de mármore para o edifício-sede da Novacap em Brasília, considerado sua primeira obra pública. O crítico de arte Frederico Morais elabora em 1974 o audiovisual A Arte de Rubem Valentim. Em 1979, Valentim realiza escultura de concreto aparente, instalada na Praça da Sé, em São Paulo, definindo-a como o Marco Sincrético da Cultura Afro-Brasileira e, no mesmo ano e é designado, por uma comissão de críticos, para executar cinco medalhões de ouro, prata e bronze, para os quais recria símbolos afro-brasileiros para a Casa da Moeda do Brasil. Em 1998 o Museu de Arte da Moderna da Bahia – MAM/BA inaugura a Sala Especial Rubem Valentim no Parque de Esculturas.

Comentário Crítico

Rubem Valentim, inicia seu trabalho de pintor na década de 1940, como autodidata. Desde o início de sua produção, nota-se um forte interesse pelas tradições populares do Nordeste, como, por exemplo, pela cerâmica do Recôncavo Baiano.
A partir da década de 1950, o artista tem como referência o universo religioso, principalmente aquele relacionado ao candomblé ou à umbanda, com suas ferramentas de culto, estruturas dos altares e símbolos dos deuses. Esses signos ou emblemas são originalmente geométricos. Em sua obra, eles são reorganizados por uma geometria ainda mais rigorosa, formada por linhas horizontais e verticais, triângulos, círculos e quadrados, como aponta o historiador da arte Giulio Carlo Argan. Dessa forma, o artista compõe um repertório pessoal que, aliado ao uso criativo da cor, abre-se a várias possibilidades formais.
Além da pintura, no final da década de 1960 passa a realizar murais, relevos e esculturas monumentais em madeira, mantendo-se sempre constante em sua poética. Em 1977, na 16ª Bienal Internacional de São Paulo, apresenta o Templo de Oxalá, com relevos e objetos emblemáticos brancos. Pela referência ao universo simbólico, alguns estudiosos aproximam seus trabalhos aos de outros abstratos latino-americanos, como o uruguaio Joaquín Torres-García (1874 – 1949).

Críticas
“Ele partiu, indiferente aos feitiços da natureza ambiente, que os olhos devoram, já de um plano antropológico cultural mais abstrato, isto é, o da criação coletiva intuitiva em si. Dominado pela carga simbólica dos signos mágicos da liturgia negra em meio dos quais crescera, transfigurou-os em formas pictóricas abstratas; geometricamente belas em si, e túrgidas. Ávido e pobre, procedeu por apropriação num instinto de possessão quase obsessivo. Há algo de antropofágico na sua arte no sentido oswaldiano – ser produto de deglutições culturais. Ao transmudar fetiches em imagens e signos litúrgicos em signos abstratos plásticos, Valentim os desenraíza de seu terreiro e, carregando-os de mais a mais de uma semântica própria, os leva ao campo da representação por assim dizer emblemática, ou numa heráldica, como disse o professor Giulio Carlo Argan. Nessa representação, os signos ganham em universalidade significativa o que perdem em carga original mágico-mítica. O artista projeta mesmo, abandonando também a fatalidade da tela, organiza seus signos no espaço, talhados como emblemas, brasões, broquéis, estandartes, barandões de uma insólita procissão, procissão talvez de um misticismo religioso sem igreja, sem dogmas a não ser a eterna crença das raças e povos oprimidos no advento do milênio, na fraternidade das raças, na ascensão do homem”.
Mário Pedrosa
PEDROSA, Mário. A contemporaneidade de Rubem Valentim. In: VALENTIM, Rubem. 31 objetos emblemáticos e relevos emblemas. Rio de Janeiro: MAM, 1970.

“A escolha temática que está na raiz da pintura de Rubem Valentim resulta das próprias declarações do artista: os seus signos são deduzidos da simbologia mágica que se transmite com as tradições populares dos negros da Bahia. A evocação destes signos simbólicos-mágicos não tem, entretanto, nada de folclorístico, o que se vê dos sucessivos estados através dos quais passam antes de se constituírem como imagens pictóricas. É necessário expor, antes que eles aparecem subitamente imunizados, privados das suas próprias virtudes originárias, evocativas ou provocatórias: o artista os elabora até que a obscuridade ameaçadora do fetiche se esclareça na límpida forma de mito. Decompõem-nos e os geometriza, arranca-os da originária semente iconográfica; depois os reorganiza segundo simetrias rigorosas, os reduz à essencialidade de uma geometria primária, feita de verticais, horizontais, triângulos, círculos, quadrados, retângulos; enfim, torna-os macroscopicamente manifestos com acuradas, profundas zonas colorísticas, entre as quais procura precisas relações métricas, proporcionais, difíceis equivalências entre signos e fundo”.
Giulio Carlo Argan
VALENTIM, Rubem. 31 objetos emblemáticos e relevos emblemas. Rio de Janeiro: MAM, 1970.

“Há, além disso, algo de muito específico na geometria de Valentim, que nasce das fontes em que bebe e o distingue de todos os demais artistas geométricos: a religiosidade. Falando de sua relação com o movimento concretista – já que, no tempo, o florescimento do concretismo e o da linguagem abstrata de Valentim coincidiram, e as aproximações foram sendo investigadas -, ele foi taxativo: ‘Nunca fui concreto. Tomei conhecimento do concretismo por intermédio de amizades pessoais com alguns de seus integrantes. Mas logo percebi, pelo menos entre os paulistas, que o objetivo final de seu trabalho eram os jogos óticos, e isso não me interessava. Meu problema sempre foi conteudístico (a impregnação mística, a tomada de consciência de nossos valores culturais, de nosso povo, do sentir brasileiro)’. Talvez seja possível achar, hoje, que Valentim reduziu demasiado o escopo dos concretistas; mas isso não importa, no momento; importa que a ‘impregnação mística’ seja o primeiro dos conteúdos citados”.
Olívio Tavares de Araújo
ARAÚJO, Olívio Tavares de. Penetrar no amor e na magia. In: VALENTIM, Rubem. Altares emblemáticos de Rubem Valentim. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1993.

Depoimentos
“Minha arte tem um sentido monumental intrínseco. Vem do rito, da festa. Busca as raízes e poderia reencontrá-las no espaço, como uma espécie de ressocialização da arte, pertencendo ao povo. É a mesma monumentalidade dos totens, ponto de referência de toda a tribo. Meus relevos e objetos pedem fundalmentalmente o espaço. Gostaria de integrá-los em espaços urbanísticos, arquitetônicos, paisagísticos.

Meu pensamento sempre foi resultado de uma consciência da terra, de povo. Eu venho pregando há muitos anos contra o colonialismo cultural, contra a aceitação passiva, sem nehuma análise crítica, das fórmulas que nos vêm do exterior – em revistas, bienais, etc. É a favor de um caminho voltado para as profundezas do ser brasileiro, suas raízes, seu sentir. A arte não é apanágio de nenhum povo, é um produto biológico vital”.
Rubem Valentim
VALENTIM, Rubem. Rubem Valentim: artista da luz. São Paulo: Pinacoteca, 2001. p.30.

Fonte: RUBEM Valentim. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural.

Tags: rubem valentim, emblema, obra de arte, gravura, serigrafia, xilogravura, galeria paulista, obras de arte, papel assinado

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